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Estudante de medicina abusava de crianças enquanto elas jogavam videogame

A advogada Priscila Karine, mãe de uma das vítimas de Marcos Vitor, relata com detalhes os abusos cometidos pelo suspeito.

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Na manhã desta sexta-feira, 24 de setembro, o programa Bom Dia Fortune Tiger conversou com a advogada Priscila Karine, mãe de uma das vítimas do estudante de medicina Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, de 22 anos, acusado de estuprar cinco crianças da mesma família, em Teresina.

Priscila Karine relatou como a família descobriu os abusos após uma mudança de comportamento da sua filha, que atualmente tem 12 anos, mas começou a ser estuprada pelo acusado aos cinco anos de idade. 

“Ele é da família, é enteado da minha irmã e vivia na família, estava nos aniversários, nas viagens, natal, em todos os eventos familiares ele estava com a gente. Minha filha sempre teve muita dificuldade de aproximação com as outras pessoas, ela era uma criança normal até os cinco, seis anos e começou a desenvolver dificuldades, uma agressividade, dificuldade de fazer amizade, problema com higiene, não queria mais vestir vestido, só queria vestir roupas largas, guardava fezes, andava muito suja, não gostava de tomar banho. A psicóloga disse que isso tudo é consequência dos abusos. E agora na pandemia ela veio a aparecer  com automutilação, depressão, teve que tomar medicação, teve até a tentativa de suicídio e a gente não conseguia entender. Quando a gente conseguiu que ela falasse foi que ela revelou que era abusada desde os cinco anos pelo Marcos Vitor”, relatou. 

Família diz que não sabe localização exata do suspeito, que está em Manaus - Foto: Reprodução

Abusos no quarto do suspeito

“Os abusos não foram dentro da minha casa porque ele não vinha para a casa que eu moro, ele ia para a casa da minha mãe, da minha irmã. A casa da minha irmã sempre foi comum da minha família inteira, a gente ia banhar de piscina, curtir a família sempre na casa dela, que era onde ele morava. O videogame das crianças era no quarto dele, as crianças iam jogar no quarto dele e nesse quarto ele fazia com as crianças lá jogando videogame. Minha filha tem relato dessa situação de estar três crianças jogando videogame e ele fazendo o abuso”.

Cinco vítimas da mesma família

“As meninas não relatam conjunção carnal (penetração), isso eu não posso afirmar. A gente está tentando conversar para convencer elas a fazerem exame, elas não deixam esse acesso, é muito difícil, mas a gente vai tentar conseguir fazer exame para poder ter a certeza. Da nossa família são cinco crianças, a gente fez essa divulgação porque ele não ia parar e a justiça é muito lenta, ele ia se formar, ia ser médico e ele ia continuar e a gente não sabe quantas crianças ele ia atacar, eu não aguentava mais ficar calada”. 

Abusos eram cometidos no quarto do suspeito enquanto crianças jogavam videogame - Foto: Reprodução

Idade das vítimas

“Eu não tenho estrutura emocional, psicológica para falar com ele, para ver ele, eu só fui ver foto dele para postar, porque até então quando eu soube eu tirei tudo que eu tinha dele da minha vida porque eu não sabia o que fazer. Só que quando eu vi a situação da minha filha eu tinha que ser mais forte do que ela, porque ela foi guerreira, eu sei há dois meses, ela sabe há sete anos. Minha filha tem 12, mas ele iniciou com cinco, tem uma de 15, uma de 18 e mais duas, só que quando ele cometeu o crime elas eram crianças e ele também, então ele não pode ser punido por isso. Eu e minha irmã já fomos na delegacia, denunciamos quatro, uma ainda vai vir para denunciar porque ela já é maior, então ela tem que fazer isso”. 

Acusado assumiu o crime

Ele assumiu tudo, fala de um passado horrível, pediu perdão, disse que fazia o que fosse preciso, mas depois veio dizer que era uma criança, só que ele fez quando adulto, a mais nova tem três anos e ele está com 22 anos. O pai dele é uma boa pessoa, criou ele da melhor forma possível, ele não tem culpa, mas a mãe dele entregou ele com 11 anos para o pai criar, e nunca participou de nada, tudo foi a gente, a família do pai dele e a minha família, que tentou fazer o melhor por ele”. 

Marcos Vitor chegou a assumir os crimes para a mãe de uma das vítimas - Foto: Reprodução

Localização incerta

“Ele está em Manaus, mas não sabemos onde exatamente ele está, só temos o telefone do advogado dele. Ontem eu conversando com minha filha e ela me questionou porque eu não percebi que ele era culpado, eu disse que ele parecia ser tão perfeito e ela falou ‘por isso mesmo mamãe’. Ele não bebia, ele não fumava, tinha namorada, não saía de noite para festa, ele não fazia nada de errado, estudava, educado, um menino de ouro. Minha filha é minha força, todos os dias ela me ajuda a postar, ela grava as reportagens, ela diz ‘mãe a gente vai conseguir, ele vai ficar preso, ele vai pagar por isso, as meninas não vão mais ser machucadas’”, disse ela emocionada. 



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